16 de maio de 2011

Estrada Real - 1º Dia Diamantina/Serro

Tomei meu café, arrumei minhas tralhas como se diz em Minas Gerais, alforge ok e me pus ladeira acima para a Casa da Cultura.

Na pousada conheci Ali um libanês com seus 50 e poucos anos, que mora em Diamantina a quase 2 anos e comercializa pedras semi-preciosas, sei lá qual, aquelas pedras de todos os tipos das Minas Gerais.
Provavelmente deve ser preposto de grandes comerciantes de São Paulo.

Batemos um bom papo de manhã, e ele me mostrou uma mapa muito bacana da Estrada Real e me disse que eu poderia conseguir na tal Casa da Cultura.

Fiquei das 8 às 9 horas a esperar pela bom vontade dos funcionários da Casa da Cultura, já perdera 1hora, mas valia tudo para conseguir tal mapa.
No final das contas fui direcionado para outro apoio ao turista do outro lado da cidade para conseguir o tal mapa, não tão grande como de Ali, mas acabei conseguindo.

Derrepente encontrei Ali que me deu as coordenadas da saída da cidade e me desejou boa sorte e me recomendou caso precisasse de algo na estrada para ligar para a pousada que ele estaria a disposição.
Tomei um belo de um tapa na cara, de novo julguei as pessoas pela primeira impressão, pois no dia anteiror quando cheguei na pousada nosso encontro Souza/Ali não foi muito social.

O cara sabe tudo de Geopolítica do oriente médio!!!


1º Marco da Estrada Real



Caminho de São Gonçalo do Rio das Pedras, distrito de Diamantina

Horas e horas de pedal eu e a natureza, entre morros e pradarias, oportunidade para um bom bate papo com Deus!
Pintura de tela, isso é a roça!


Povoado de Vau
Vista para o Pico do Itambé

Ponte sobre Rio Jequitinhonha

Bar do Ademil, em São Gonçalo do Rio das Pedras chegadas às 14:00h
Fogão a lenha, panela de barro, etc, etc...


A hospitalidade mineira é impar, Diogo filho de Ademil após eu ter almoçado, disse-me: " Uai! sô, descansa um bucadinho, tem uma caminha, sábe como???" 
Eta povo hospitaleiro! Obrigado Diogo.


Seguindo meu caminho para Milho Verde, encontrei estas crianças que me pediram para tirar fotos com elas. Quanta inocência, situações que deixam nossas crianças vulneráveis.


As cores terracota predominam toda as Estrada Real, maravilha!!
Cuidado redobrado nas descidas, muitos pedregulhos e terra fofa, uma prato cheio para quedas.
Chegada em Serro, 18:30 h

Serro, cidade típica mineira, chão de pedra, vielas, subidas e baixadas como diz o minerês.

Jantei na casa de D. Maria das Dores, Dona Dodo, 70 anos de Serro, ela tem um bar/restaurante, onde você entra dentro da cozinha da casa para se servir, impossível uma coisa destas em São Paulo, você abrir sua casa para estranhos como eu.

Distância percorrida: 69,42 km
Horas de pedal: 6:30:10
Vel. mínima: 10,6 km/h
Vel. máxima: 47,9 km/h


13 de maio de 2011

Estrada Real - Ufa! Cheguei!

Finalmente em solo mineiro, desta vez foi por pouco!

Ontem passei o dia finalizando a arrumação da bagagem, tudo pronto por volta das 17:00 h fui até o centro de São Vicente me despedir da Silvinha.


Quando dei por conta eram 17:45 h, voei para a divisa no bairro José Menino para embarcar para Sampa, chegando lá às 18:00 h, busão somente às 18:30 h com previsão de chegada no Jabaquara 20:30 h, pensei comigo, perdi o ônibus em São Paulo 20:45 h.

Só me restava ir até a rodoviária de Santos trocar a passagem para 13/05/11, que mancada a minha, voltar para casa com toda aquela ansiedade seria um banho de água gelada.
Ao chegar na rodoviária, tinha um ônibus da Ultra saindo 18:30 h, vupt! Após falar com o motorista ele me disse que no máximo em 1 hora estaríamos em São Paulo, logo pensei no nuvem negra que me atendeu lá no José Menino e me disse que não chegaríamos às 20:30 h.

19:25 começara a odisséia!

- Motorista de táxi, por favor, como chego no terminal Tiête?
- Pega esta avenida toda vida e saírá no centrão, Av. Tiradentes, Av. Cruzeiro do Sul, atravessa, vira lá pimba estará no terminal Tiête.
Pra encurtar,  passei por tantas avenidas inclusive a 23 de Maio, adrenalina total, o trânsito de Sampa é coisa de doido, vocês imaginem a bordo de uma bike.

Usei muito, mas muito mesmo, minha cota diária de proteção!

Obrigado meu Pai Maior!!

Cheguei exatamente às 20:45 h, cravado, mas o busão só saiu às 21:15 h, fiz a minha parte, não poderia arriscar.

Diga-se de passagem a viação Gontijo é uma M....., monopólio, faz o que quer, principalmente depois da aquisição da Viação São Geraldo. Surpresas... baldeação na cidade de Curvelo, e finalmente em solo Diamantino, atraquei 10:30 h.

Instalado na Pousada Presidente, fui dar uma volta pelo centro e aproveitei para almoçar aquela comidinha mineira.





Depois de um almoço caríssimo, self-service à la vonte (R$ 7,00), fui visitar o óbvio, Casa de Chica da Silva e do presidente JK, amado por todos mineiros.

 Fachada da casa de JK.



 Cozinha da casa de JK.


 Sala da casa de JK.


 Quarto da casa de JK.

 Porão da casa de JK.


Porão da casa de JK.

A respeito da casa de Chica da Silva, minha curiosidade era pelo fato de uma negra se tornar tão poderosa na época, mas só existe a casa e nada mais, apenas a edificação, pois tudo que se encontra dentro da casa não pertenceu a ela.
A bem da verdade é só para inglês ver, pois nem há relatos ou curiosidade sobre a vida dela.


Foto de quem esta no quintal da casa de Chica da Silva, não foi possível tirar da frente, pois haviam excursões de escola na frente da casa.

Digestão feita, não poderia perder a oportunidade de ir ao povoado de Biribiri, onde há "cahoeiras".
Cansado da viagem, mas fui firme 10 km avante com belas subidas.










Cachoeira Sentinela


Com muito expectativa para dar início a grande cicloaventura, fui dar a última banda pela cidade.
Retornando para pousada em frente a estátua de JK, concentrava-se um grupo de seresteiros, a cidade de Diamantina é tradicional e conhecida no Brasil todo como a cidade da seresta.




Todas as sextas-feiras um grupo de seresteiros, fazem um circuito pelo centro da cidade a cantarolar belas serestas.


27 de abril de 2011

Estrada Real, tudo pronto! Lá vou eu... 12/05/2011

Contagem regressiva para minha maior cicloaventura, meu maior desafio desde que iniciei no cicloturismo em 2009.
Planejamento ok, planilha revisada com km/dia estrategicamente definidos, pousadas e hosteis ok, e algumas paradas estratégicas para desfrute das belíssimas cachoeiras das Minas Gerais.
Nos últimos 6 meses tenho pesquisado através de sites afins e relatos de outros cicloturistas que percorreram a Estrada Real.
Meu planejamento foi executado com base no livro de Antonio Olinto "Guia do Cicloturismo Estrada Real Caminho Velho".


Quando retornei da cicloaventura São Vicente/Ilha Grande, pensei comigo que a próxima seria nas pradarias de Minas Gerais, então as ideias foram se maturando ao longo dos últimos 20 meses até a execução final do planejamento.

Tudo se concretizará à partir de 12/05/11 onde embarco para Diamantina para início da expedição cicloturistica de 14 dias, conforme logistica definida:
Ônibus: São Vicente/São Paulo(Jabaquara)
By Bike: Terminal Jabaquara/Terminal Tiête, " Valei-me Deus!! "
Ônibus: Terminal Rodoviário Tiête São Paulo/Diamantina às 20:50 h com previsão de chegada às 10:00 h do dia 13/05/11 para início das pedaladas 14/05/11.


Muita vontade e suor, trilhas, estradas de terras e asfalto, serras e montanhas, fazendas, sítios e vilarejos, reservas ecológicas, biodiversidades,  intercâmbio cultural, arquitetônico e de idiomas (minerês).
Delícias da tradicional culinária mineira e interiorana paulista, e o povo brasileiro, suas cultura local  e a cordial hospitalidade, fazendo do nosso amado Brasil um verdadeiro mosaico de culturas e de  tradições.


Tal experiência se dará pelos 936 km a percorrer em territórios mineiro, paulista e carioca, através da Estrada Real, o Caminho do Ouro.

Só me resta pedir a meu Pai Maior que me guarde e me proteja!

Obrigado Pai!




9 de março de 2011

Morro do Voturuá (Morro da Asa Delta)

Segunda parte do treininho de hoje, 09/03, depois de uma rápida subida na ilha Porchat seguimos para o morro do Voturuá, conhecido regionalmente como morro da asa delta, pois é de lá que o pessoal da asa delta e do paraglider saltam.
O topo, de onde saltam os esportistas radicais, fica a 180 m de altitude e para chegar até lá enfrentamos um percurso de mais ou menos 1.700 m de muita força na perna, com marcha reduzida ao mínimo e força de vontade elevada ao cubo.
A ilha Porchat é moleza perto desse roteiro, além da inclinação acentuadíssima, os trechos de menor inclinação, onde é possível poupar um pouco mais a perna, são mais caros e se não estivéssemos focados, certamente desistiríamos.

Conseguimos!!!


Mais um cenário que nos coloca em contato com o Criador.
Obrigado mais uma vez "Papai do Céu"!


Esse aí à esquerda é seu Munhoz, mais um dos personagens que encontramos em nossas aventuras.
Seu Munhoz é daqueles que não deixa a peteca cair, com quase "setentinha", ele faz seus treinos em um percurso "molezinha". Ele sobe o morro da asa delta correndo!!!

E eu que quase parei na metade do caminho de bicicleta!



Não podíamos deixar de tirar uma foto com mais esse personagem inusitado.

Saúde seu Munhoz, até a próxima!


Apesar das nuvens, uma bela foto.


O menininho elétrico (Sandro) já estava perguntando quando voltaríamos.
Ôhhh bicho carpinteiro!

Ilha Porchat

Éhhh, meio de semana e nós, trabalhadores de turno, não tivemos o privilégio de folgar no feriadão de carnaval, mas, quem disse que não pudemos nos divertir. E para treinar um pouquinho resolvemos subir e descer a ilha Porchat algumas vezes. Ontém, 08/03/11, viemos à ilha, mas não havíamos registrado nada, portanto voltamos hoje para poder contar a história.
A subida da ilha tem mais ou menos 1 km, até o mirante e, ontém, Sandro e Souza completaram o circuito umas 05 vezes e eu, Marcelo, completei só umas 02 vezes, nas outras 03 vezes em que subi fui somente até a rotatória, que fica mais ou menos 300 m antes do objetivo final, que no caso era o mirante.


A vivência com a natureza vale qualquer esforço.


Um dos mais belos cenários de São Vicente.



O objetivo: "O Mirante"


Uma pequena demonstração da genialidade de Oscar Niemeyer.


Ôhhh lugarzinho difícil de chegar, 1 km parecem 10. Isso porque a inclinação é considerada moderada.