22 de março de 2009

Ilha Grande 9º Dia Parte 3




Cheguei no centro de Angra dos Reis às 11:30 h, belo desempenho descobri que foram 100 km não 96 km, fiz em 6 horas. A balsa saíria às 13:00 h, fui almoçar (R$ 6,00) almoço razoável.
12:30 h me desloquei para o cais, existem várias outras escunas que fazem a travessia que dura em média 1 1/2 h, abordando passageiros para embarcarem nas escunas que são mais rápidas chegam 30 minutos mais cedo. Me pediram R$ 20,00, não quis disse que aguardaria a balsa R$ 6,50.
No final fechei com o cara por R$ 10,00, coloquei minha companheira bike na prôa da escuna e lá estavamos a caminho de Ilha Grande, o tempo estava fechado, cansado que estava aproveitei e tirei um cochilo até a chegada em Ilha Grande.
Só a travessia já vale a pena é muito linda com dezenas de ilhas e um visual maravilhoso!! (Pintura de Tela).
Quando a escuna chega é a maior muvuca, vários caras com carrinhos para carregarem bagagens, pois há muitos turistas estrangeiros cheios de malas de viagem, fora aqueles mochileiros. Na ilha tudo funciona através de barco, não há balsa para carros, na ilha não há ruas calçadas. Um verdadeiro paraíso.
É uma ilha com 5 mil moradores, com vários pescadores, todos são muito solícitos, e sabem tratar bem o turista, e mais, tanto turista endinheirados feito os estrangeiros, como os brasileiros, lembrei da baixada santista que está muito aquém do povo local da ilha, aliás não só aqui, em Paraty a mesma coisa o tratamento com os turista é excelente.
Enfim fiz o check-in no Hostel do Holandês (R$ 35,00), tomei aquele banho e fui conhecer algumas praias mesmo extremamente cansado, não poderia perder tempo.
Pensei comigo: alcancei meu objetivo, cheguei ao destino sem problemas nenhum, os pneus não furaram nenhuma vez, não houve problemas com bike, não peguei chuva em nenhum momento, chovia antes e depois das minhas pedaladas, isto é incrível.
Agradeci a Deus e aos meus protetores e a todas as energias emanadas para mim por todos aqueles que torceram a meu favor...
Obrigado, Missão Cumprida!!!!

Ilha Grande 9º Dia Parte 2











Após Mambucaba parei num posto onde havia uma lanchonete para me refazer com aquele misto frio e gatorade, o dono é um mineiro criado no Rio, gente boa batemos um papo e ele me disse que há alguns meses atrás passou por lá um espanhol que estava fazendo um cicloturismo pela América do Sul, veio do Chile, Peru, Argentina e estava a caminho do Rio de Janeiro, ou seja minha aventura perto da dele não é nada.
Dali podia avistar a usina nuclear no alto do topo, pela frente mais um desafio de subidas, me despedi e " meti bronca ", feito um bom corinthiano cheio de garra, cheguei na usina, e aproveitei para saber um pouco mais sobre ela. Existe um centro de informações, onde fui tratado muito bem, com água e cafezinho. Uma curiosidade, a estrada é péssima e sem acostamento, porém quando estamos chegando perto da usina nuclear a Rio/Santos fica ótima, com certeza por motivo de visitação de autoridades à usina.
Já tinha percorrido a metade do caminho, falta agora só 50 % até Angra do Reis...
De repente encontrei o Edgar um senhor que havia cruzado com ele na estrada em Ubatuba a caminho de Paraty, depois encontrei-o em Paraty subindo um pequeno morrinho a caminho da praia de Jabaquara e agora pasmem, ele estava perto da usina de Angra do Reis. Não resisti e parei para falar com ele, ele me disse que mora nas ruas há mais de 10 anos, dizendo que não poderia parar de andar!?!?!?!........
Esses são os verdadeiros aventureiros solitários, andarilhos do mundo sem eira nem beira, refleti profundamente sobre muitos iguais a ele, sofredores anônimos..... Me senti péssimo lembrando das minhas lamentações sem fundamento algum, pensei comigo: " como sou feliz!!!!....."

Prosegui em solo carioca de Angra, faltava pouco agora para chegar na bolsa que fica no centro da cidade de Angra dos Reis (5 km), parei e mandei ver em duas águas de coco (R$ 3,00), os próximos kms seriam só de subidas, porém suaves, contudo já tinha rodado 90 km as pernas estavam muito pesadas....

Ilha Grande 9º Dia Parte 1




Acordei 05:00 h do dia 17/03/09, tudo estava preparado, fiz um misto frio coloquei na bagagem e pé na estrada. Saí exatamente Às 05:15 h, ainda estava escuro rumei a caminho de Angra, quando chegou na saída da cidade para pegar a estrada como ainda estava escuro, por segurança aguardei clarear para começar o que seria a segunda maior distância da minha aventura (96 km).
Enfim, comecei com rítimo forte, precisava ganhar tempo como de costume, me programei para parar em hora e hora. A cidade de Paraty não é só o que vemos, pedalei quase 30km sentido Rio e ainda continua a cidade. Pela estrada conseguimos ver toda dezenas de ilhas de Paraty, praticamente por 40 km avistei baía de Paraty através da estrada, se é que posso chamar de baía.
O tempo estava fechado, segundo informações é uma região que chove muito, receiei pegar chuva, mas que nada! continuei forte com algumas paradas para hidatração. A bermuda já me imcomodava com assaduras, mas em fim necessitava continuar....
Cheguei em Mambucaba, uma vila-cidade? não sei! criada especialmente para funcionários da Usina Nuclear Angra I e II e segunda informações esta em fase a Angra III, as casas padronizadas, com uma praia que avistei. A usina ainda estava distante 10 km e com muita subida.
Superação era preciso, com muita garra e determinação, pois era a última parte do meu desafio, sentia-me mais cansado neste dia, talvez pelo acúmulo de dias pedalados e ou por ter dormido tarde na noite anterior.












Ilha Grande 8º Dia Parte 2






















Com a partida " delas " estava sozinho de novo, a amizade com los hermanos já estava mais descontraída, resolvemos arranjar um barco para fazermos o pesseio pelas ilhas, passeio este que não pode faltar a quem vem à Paraty! Os valores são praticamente tabelados R$ 40,00 por pessoa, com 4 paradas uma delas para almoço em alguma ilha.
Então fomos a luta, no Hostel tem uma barco que presta serviços para os hóspedes, porém como era segunda-feira ele não trabalharia, mas indicou seu irmão, conversa vem conversa vai fechamos por R$ 200,00 para termos o barco exclusivo para nós.

Foi a coisa mais sensata que fizemos, o dono do barco que não me lembro o nome nos levaria em qualquer lugar sem tempo marcado para chegada ou saída, diferente das escunas que saem com em média 50 pessoas, para em ilhas e praias e começam a buzinar para as pessoas voltarem para o barco (vimos diversas vezes casos como este).
Saímos as 11:30, o Astro Rei estava maravilhosamente nos brindando com sua presença, a temperatura deveria estar por volta de 33 graus, maravilha!!
Honestamente não tenho palavras para explicar as belezas das praias e ilhas, águas verde esmeralda, transparente, um visual incrível, verdadeira " Pintura de Tela ".
Paramos em 3 ilhas para mergulho e ver peixes e em duas praias e numa terceira para almoço. existem ilhas com casa para aluguel de final de semana (R$ 400,00 diária)
Comemos lula grelhada e um peixe chamado cavalo, grelhado (que delícia!!) total da conta R$ 23,00 para cada, já que estavamos em quatro.

Nosso regresso foi 17:45 h, chegamos no pier às 18:00 h, passeamos muito mais do que se fossemos de escuna. Dicas para quem vier para Paraty há vários barcos de tamanho menor pelo rio que permeia a cidade vale a pena negociar e fechar um pacote exclusivo.
A noite saímos para comer algo, los hermanos queriam comprar alguns presentes, entre umas lojas e outras, concluímos o passeio num bar onde havia uma menina de Porto Seguro (Luana) com violão que cantava muito bem (R$ 5,00 couver), já estava bebado de tanta água kkkkkkkkkkk, os amigos gostaram muito, eu disse que eles não poderiam ir embora do Brasil sem conhecer nossa música, Bossa Nova, Samba, MPB.
Fechamos o bar e a caminho do Hostel demos de cara com um barzinho onde rolava um dvd de Dudu Nobre, numa TV PLasma 42', adivinhem? caímos no samba, muitos estrangeiros, muita caipirinha e samba no pé, pelo menos eles tentavam. Se tomasse mais uma água provávelmente teria uma síncope alcoólica! kkkkkk.........
Por volta de 02:30 a bike já estava pronta para mais uma (Paraty / Angra dos Reis), agradeci a Deus e fui dormir.....

19 de março de 2009

Ilha Grande 8º Dia Parte 1












Levantamos às 08:00 h, tomamos café e saímos para conhecer as duas praias que ficam na cidade.

Praia do Pontal e Praia do Jabaquara, onde saímos da praia do Pontal caminhos 15 minutos numa estradinha maravilhosa que parece com a subida da Ilha Porchat em São Vicente. São praias pequenas que quando você entra nelas depois de um metro você já esta pisando em lama, existem muitos manguezais na região. Percebi que são praias não frequentadas para banho, o pessoal da cidade aproveita para caminhar a beira mar, mesmo assim eu tomei um banho junto com a Mariah.

Em novembro houve uma grande enchente na cidade que causou vários danos, muitas árvores arrancadas e jogadas pelo rio a beira mar e vários muros de arrimos estão sendo recuperados.

Já era 10:00 passada, voltamos ao Hostel para o preparo para partida delas, me despedi saudoso...

Pena que elas ficaram poucos dias e não vão participar do passeio de barco nas ilhas e praias que ficam na baia de Paraty.


O saldo foi positivo, curtimos juntos uma micro férias!!


Valeu Silvinha, Valeu Mariah, Bjsssssssssss.









18 de março de 2009

Ilha Grande 7º Dia Parte3



11:30 h (96 km em seis horas) estava fazendo meu check-in no Hostel de Paraty, tomei aquele banho e fui aguardar Silvinha e Mariah que chegariam por volta de 13:30, já que embarcaram em Ubatuba as 12:00 h.



Papai do Céu me deu a maior força, mais uma vez não peguei chuva, assim que cheguei em Paraty caiu a maior tempestade.


Em família saímos para almoçar 15:00, descolamos um restaurante muito bom (R$ 10,00 por pessoa), degustei uma bela merluza frita, muito boa! Passeamos pelo centro histórico, muito bom, lembra as cidades históricas de Minas Gerais. As ruas feitas de pedras pelos escravos, ruas estratégicamente em forma sinuosa para proteger a cidade de invasões.

Ao retornar para pousada lá estavam os argentinos (Vide foto: Diego, Ivã e Ezequiél o corinthiano) programamos alguma coisa para a manhã seguinte.

Minhas energias estavam esgotadas, porém Mariah Eduarda estava com fome e saímos de novo para comer uma pizza por volta de 21:00h (R$ 56,00) fomos numa pizzaria mais sofisticada afinal de contas já era hora kkkkkkkkk.


A manhã seguinte esperava-me, precisava estar com disposição para aproveitar a cidade e seguir o conselho do Blanco Pansa e fazer um passeio de barco.


Fomos dormir em clima de nostalgia, pois Silvinha e Mariah partiriam cedo às 12:00 h, tentariamos aproveitar a manhã seguinte a máximo possível.
(Pessoal sei que estou atrasado na atualização do Blog, tentarei reverter isso amanhã, estou em Copacabana e estou indo para a Lapa ouvir um Chorinho, abraços a todos!! 18/03/09 19:00h).

Ilha Grande 7º Dia Parte 2







Em rítimo forte continuei para chegar no menor tempo possível, em torno de 5 km antes da divisa de São Paulo e Rio de Janeiro havia algumas subidas intensas, " suei a tanga "!!

O tempo estava um pouco fechado, receiava que pudesse chover, mas graças a Deus mais uma vez o tempo colaborou. Já em solo fluminense, há bastante descidas, com poucas subidas Ufa! Ufa! aproveitei para descansar entre uma descida e outra sentindo aquela brisa impregnada de serra do mar, uma verdadeira limpeza cardiovascular, o pulmão agradecia!

Já próximo de Paraty avistei a entrada para Trindade porém não poderia sair do planograma, vontade não faltou, quem sabe outra vez.....

Nos últimos 5 km havia postos de hidratação, acabara de acontecer alguma competição que não pude identificar, adivinhem? parei abasteci meus squezzes, tomei alguns copos de água bem gelada e mandei ver em rítimo intenso, pois quando a chegada esta prestes a acontecer o animo aumenta. (Grande parte do percurso foi pela pista, a estrada lado Rio é muito mal conservada!!)
Quando percebi já estava na marina de Paraty prestes a passar o portal de entrada.

Graças a Deus, mais uma etapa concluída, mais uma meta, meu objetivo está prestes a ser alcançado, e o melhor sem alterá-lo em nenhum momento.



17 de março de 2009

Ilha Grande 7 Dia Parte 1











Como o planejado acordei O5.00, fiz minhas orações e pimba, estava de saida as 05.30, o percurso era de 86 km. Comecei firme e puxado para ganhar tempo, não havia acostamento percorri pela faixa branca que "supostamente" divide a pista do acostamento. A Terezinha da a pousada disse que eu não deveria deixar de passar pela praia da Fazenda (vide foto) muito bonita, marina de Ubatuba (vide foto) dei sorte de novo o dia estava um tanto nublado com pouco sol, algumas subidas fortes, a perna fica pesada depois de 50 km rodados, a bicicleta fica muito mais lenta!
Eh! Serra do Mar, que maravilha!!
Bela paisagem!!! Que Pintura de Tela!!!!














Ilha Grande 6 Dia Parte 4





Continuamos o passeio, agora ao lado direito da praia de Lazaro encontramos a praia de Martinho Sa, no mesmo nipe, aguas verde esmeralda, muita vegetacao mata atlantica sobre nos brindando-nos intensamente.
Alugamos um caiaque (R$ 12.00) consegui desconto R$ 3.00, maravilha, ficamos 1 hora de uma lado ao outro da praia de Martinho Sa, estavamos detonados, encerramos o passeio e seguimos para o Hostel para banho e nos preparamos para almoço. Fomos almoçar na chef 5 estrelas Tia Lu, um bom almoço caseiro com sardinha e mandioca frita (R$ 16.00). Em seguida fomos ao centro de Ubatuba, compras, passagem, sorvete, doce, shampoo......
Entre sorvetes e aguas, estava tudo planejado, comprei a passagem para Paraty (Silvinha e Mariah) 12.00 h, ao retornar para Hostel havia uma festa armada e o churrasco comeu solto, muita conversa, jogo de bilhar e muito intercambio, a casa era uma verdadeira Torre de Babel, uma familia americana muito simpática, Mariah ficou grudada com a filha do casal americano (Amanda) conversando portungles kkkkkkkk, havia ingleses, alemães, pessoal de São Bernardo, São Paulo capital, quem dera que toda as nações pudessem viver assim, em paz!!!!
Adivinham quem chegou no Hostel, os argentinos que emcontrei em Ilha Bela, eles farão o mesmo tur que farei, apenas com um dia de atraso, eles são bastante divertidos, esse encontro com os argentinos foi muito bom para eu quebrar paradigmas, havia um certo preconceito por minha parte, nascido nao sei exatamente a onde, eu acho que estas coisas passam de um para o outro, argentino nao gosta de brasileiro, argentino é isso e aquilo. Nada disso eles são muito gente boa e adoram o Brasil, a nossa cultura e nos admiram muito e me diisseram que há mais rivalidade do brasileiro para o argentino do que vice-versa!

Ilha Grande 6 Dia Parte3